Documentário:


Revolução e Transição para a Democracia

Documentário elaborado por Ana Matilde Reis, com a coordenação da sua professora de História, Ana Sofia Pinto, intitulado "Portugal: Revolução e Transição Política". Neste documentário constam quatro entrevista (ao avô materno, da Ana Matilde Reis, Carlos Braz Manso, que combateu na guerra colonial, no teatro de operações de Moçambique; ao Major João Menino Vargas que libertou os presos políticos, no dia 26 de Abril de 1974, da prisão de Caxias; ao Capitão de Abril, Vasco Lourenço e ao Historiador Fernando Rosas, que foi preso duas vezes no período do Estado Novo, por se opôr a este regime político, e uma vez no pós 25 de Abril, no ano de 1975).


Entrevistas em vídeo na íntegra


Entrevista Integral:

Fernando Rosas

O historiador Fernando Rosas nasceu em Lisboa no ano de 1946. Foi professor catedrático jubilado no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É considerado um dos maiores especialistas portugueses no estudo da História do Estado Novo. Esteve preso durante este período por duas vezes tendo sido torturado pela PIDE/DGS. A experiência de prisão política, após o 25 de Abril de 1974, marcou profundamente a sua visão quanto à política e aos processos revolucionários.

Entrevista Integral: 

João Menino Vargas

Nasceu em 1936 . Integrou três comissões militares: a 1.ª em Timor, a 2.ª em Moçambique e a 3.ª na Guiné.
No dia 26 de Abril de 1974 foi incumbido de coordenar a libertação dos presos políticos que se encontravam detidos na prisão de Caxias.
Fez parte da Comissão do Serviço de Documentação da Extinção da Pide/DGS e foi criptólogo.


Entrevista Integral:

Vasco Lourenço

Vasco Lourenço teve um profundo envolvimento na conspiração que o Movimento dos Capitães desenvolvia e que se consubstanciaria no 25 de Abril de 1974. Foi fundador do Movimento dos Capitães, coordenou a organização da sua primeira reunião, em 9 de setembro de 1973, e viria a ser o único elemento a pertencer a todas as suas comissões coordenadoras. Aliás, viria também a ser o único que pertenceria sempre aos órgãos de cúpula do Movimento dos Capitães e das Forças Armadas, durante a sua existência. Foi membro das comissões coordenadoras, membro da Direção do Movimento dos Capitães e do Movimento das Forças Armadas, onde era responsável pela ligação interna e pela área operacional.

Entrevista Integral:

Manuel Braz Manso

O meu avô materno, Manuel Braz Manso, nasceu em Castelo de Vide. Tem 75 anos.
Partiu para a Guerra Colonial (Moçambique) no ano de 1966. Tinha na altura 21 anos.